Green Day: Como banda destrói o sonho americano em músicas de deboche e revolta

  • 28/08/2025
(Foto: Reprodução)
Green Day: Como banda destrói o sonho americano Com quase 40 anos de carreira, Green Day é uma das bandas mais influentes do pop punk. No dia 7 de setembro, o grupo se apresentará pela quinta vez no Brasil — desta vez no festival The Town, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A banda traz ao país a turnê "Saviors", focada em seu último álbum. Lançado em 2024, o disco é marcado por fortes críticas sociais e políticas — entre elas, a aversão ao chamado sonho americano. Difundido há décadas, o conceito pinta os Estados Unidos como a terra das oportunidades, onde qualquer pessoa pode prosperar, independentemente da origem ou da classe social. Mas "Saviors" não é o único álbum em que Green Day faz chacota do sonho americano. Na verdade, os músicos debocham do conceito há bastante tempo. Veja a seguir cinco músicas desse tipo lançadas pelo grupo. The American Dream Is Killing Me Clipe de 'The American Dream Is Killing Me', do Green Day Reprodução/YouTube A música "The American Dream Is Killing Me" retrata os Estados Unidos em meio ao caos. A letra aborda temas como desigualdade social, desemprego, falta de moradia, violência e ganância. No clipe, os artistas aparecem caracterizados como zumbis enquanto ao som de versos como: “Quem precisa de suicídio quando o sonho americano está me matando?”. Lançada em 2024, a faixa também traz referências atuais, como a ascensão do TikTok. "Você já aprendeu a ler a nota de resgate? Não quero nenhuma massa amontoada. TikTok e impostos. Sob o viaduto. Dormindo em vidro quebrado. Nós não estamos bem", canta Billie Joe. American Idiot Clipe de 'American Idiot', do Green Day Reprodução/YouTube “American Idiot” é um dos maiores hits do trio. Com instrumental agressivo e um ar de rebeldia inconfundível, a faixa se tornou símbolo do pop punk dos anos 2000. A letra adota um tom debochado ao criticar tanto a mídia quanto o nacionalismo dos EUA. Os versos sugerem que os americanos estariam submetidos a uma espécie de idiotice patriótica, alimentada pelo medo constante. A canção abre assim: "Não quero ser um idiota americano. Não quero uma nação sob a nova mania. E você consegue ouvir o som da histeria? A merda subliminar da América". Lançada em 2004, a música veio três anos após os atentados de 11 de Setembro e um ano depois da invasão dos Estados Unidos ao Iraque — eventos que inspiraram não só a faixa, mas também outras canções do álbum "American Idiot". Holiday Clipe de 'Holiday', do Green Day Reprodução/YouTube Outro sucesso estrondoso da banda, "Holiday" é marcado por sátiras. A letra retrata os americanos como um povo que encara a guerra com naturalidade, sugerindo uma indiferença diante da barbárie. "Há uma bandeira enrolada em vários homens. Ei, uma mordaça, um saco plástico em um monumento. Oh, eu imploro para sonhar e diferir das mentiras vazias", diz um dos versos. A música foi lançada em 2004, durante o governo de George W. Bush. Os próprios músicos admitiram que a faixa é uma crítica direta ao então presidente americano e à cultura bélica dos Estados Unidos. Mas enfatizaram que, acima de tudo, ela funciona como um grito antiguerra. Trouble Times Cena do clipe 'Troubled times', da banda Green Day; vídeo tem teor anti-Donald Trump Divulgação "Trouble Times" não cita diretamente o presidente Donald Trump na letra, mas o videoclipe deixa bem claro que ele é um dos alvos da música, lançada em 2017 (era o primeiro mandato do republicano). O clipe também faz críticas às políticas antimigração e anti-muçulmanas defendidas por Trump. A faixa retrata tempos sombrios, descrevendo um país em constante retrocesso e um “paraíso em chamas”. A canção reclama da crescente onda de conservadorismo nos Estados Unidos: "Vivemos em tempos conturbados. Quando é repetido? Algumas coisas, nunca superaremos", canta Billie Joe. 21st Century Breakdown Cena do clipe '21st Century Breakdown', do Green Day Reprodução/YouTube Lançada em 2009, “21st Century Breakdown” já abre com uma crítica direta a Richard Nixon, ex-presidente americano visto por opositores como símbolo de abuso de poder. A faixa destrói o sonho americano em versos como: “Eu nunca consegui ser um herói da classe trabalhadora” e “sonhe, América, sonhe, eu não consigo nem dormir”. Além disso, a letra satiriza o Dia da Independência dos Estados Unidos, retratando a data como um pai ou uma mãe ausente que deixa o filho à beira do declínio. "As cicatrizes em minhas mãos e um meio para um fim. É tudo o que tenho para mostrar."

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/the-town/2025/noticia/2025/08/28/green-day-como-banda-destroi-o-sonho-americano-em-musicas-de-deboche-e-revolta.ghtml


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